Construir uma unidade que esteja a serviço dos interesses das mulheres trabalhadoras do país!

Qua, 07 de Fevereiro de 2018 12:58 CarolPombo
Imprimir PDF
As mulheres têm sido incansáveis nas lutas do dia a dia. Demonstraram no último 8M toda sua força e poder de mobilização, construindo uma greve internacional que levou milhares de pessoas às ruas.

No Brasil, as manifestações do 8 de Março foram o início de grandes atos e ações contra a reforma da previdência. Mas não paramos aí! Estivemos nas ruas contra a cultura do estupro, contra a votação da PEC 181, para denunciar o projeto de “Cura gay”, contra o assédio e abuso no transporte público.

Tudo isso porque sentimos com maior peso os ataques dos governos e patrões, vivenciamos o aprofundamento do machismo e da violência como consequência do aprofundamento da crise econômica, do desemprego, da falta de investimento em políticas públicas e sociais, enfim, da falta de perspectiva para um grande setor da população.

Por um 8 de Março independente de governos e patrões!

As mulheres marcharam contra o Trump nos Estados Unidos, lutaram contra a reforma da previdência de Macri e por “Nenhuma a menos” na Argentina, seguem enfrentando Temer e seu pacote de maldades, denunciando Bolsonaro e a bancada conservadora do congresso que tenta retirar os já mínimos direitos democráticos que temos e repudiando o judiciário que mostrou estar do lado da reprodução do machismo quando não julgou ser constrangimento para uma mulher ser ejaculada dentro de um ônibus.

Sabemos quanto custou cada uma dessas lutas e lembramos bem que ela não começou recente. Até aqui nenhum governo foi consequente com a defesa de nossas pautas e, portanto, não são merecedores de nossa defesa. Mesmo o governo da primeira mulher presidente não enfrentou as desigualdades machistas reproduzidas no capitalismo, pelo contrário, se calou frente a demandas históricas como a legalização do aborto e dificultou o acesso a direitos básicos como seguro desemprego e PIS.

Infelizmente, um setor do movimento de mulheres tenta colocar como tarefa das mulheres lutadoras do país a defesa de Lula e seu governo, sob a justificativa de que o ataque é contra a democracia. Achamos um erro grave abrir mão da unidade entre os diversos setores de movimento de mulheres para levantar essa bandeira. Primeiro porque é alimentar ilusões de que o PT foi um governo progressivo, quando na verdade traiu o conjunto dos trabalhadores, inclusive as mulheres. Segundo porque canaliza nossas energias no processo eleitoral que vai acontecer em Outubro, quando deveria fortalecer a iniciativa direta das mulheres, fazendo com que cada vez mais ocupemos os espaços da rua, da luta e mobilização.

Nossa luta é em defesa de nossos direitos enquanto mulheres e trabalhadoras!

Por isso, nós fazemos um chamado a todas as organizações de mulheres que organizaram as lutas, que enfrentaram as dificuldades do machismo e da repressão do Estado, todas as mulheres que foram vítimas de violência, abuso, assédio e discriminação, as que estão desempregadas e sem creche para seus filhos, as que perderam suas casas e lutam por moradia, as que têm seus filhos encarcerados ou que foram assassinados pela polícia, as que sofrem lesbofobia e transfobia, enfim, todas as mulheres jovens e da classe trabalhadora que enfrentam as mazelas do machismo, racismo e a gana da exploração capitalista para nos unificarmos em torno a esses eixos, que já são muitos e exigem de nós grande disposição de luta para enfrentá-los. Sejamos parte da Greve Internacional de Mulheres, lutemos juntas pelos nossos direitos enquanto mulheres e trabalhadoras, mobilizemos mulheres e homens para combater o machismo em todas as suas faces e vamos impor uma derrota ao governo Temer e seus aliados.

Temos muitos pontos que nos unificam, não podemos cometer o erro de priorizar aquele que nos divide. Por um 8 de Março feminista, independente de governos e patrões, que represente as mulheres de baixo e assim possamos chacoalhar os que estão em cima!

>> Basta de violência e retirada de direitos!
>> É pela vida das mulheres, chega de feminicídios e estupros!
>> Descriminalização e legalização do aborto já!
>> Por emprego, creche e moradia dignos!
>> Contra a Reforma da Previdência e pela revogação da reforma trabalhista!
>> Fora temer e todos os corruptos do Congresso!

Fonte: CSP-Conlutas, Movimento Mulheres em Luta

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Agenda SINASEFE

banner sindicalize se

Receba em seu e-mail Boletins e atualizações de nosso site.

tabela docentes

tabelatae1617

tabelaauxilios

CapaJC 11 17

SINASEFE – SEÇÃO SINDICAL DO IFPA E ETRB

Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica. 
CGC: 03658820/0034-21 Filiado à CEA

Trav. Timbó, nº 2718 - Marco-CEP:66.093-340-Belém-PA
Fones: (91) 3246-1726 / 3266-3033
E-mail:  sinasefepa@gmail.com
 

 twitterfacebookyoutube


CompanySites.com.br