Semanas decisivas: contra a Reforma da Previdência, servidores públicos aprovam calendário de luta

Seg, 05 de Fevereiro de 2018 15:22 CarolPombo
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Os servidores públicos não vão dar sossego para os parlamentares que voltam do recesso esta semana e tem como principal tarefa a votação da Reforma da Previdência. Mostrando que não vão permitir mais esse ataque contra a classe trabalhadora, nesta segunda-feira (5), o conjunto do funcionalismo foi até o aeroporto de Brasília recepcionar os políticos com protesto.

Com muita batucada e cartazes denunciando o governo, a categoria deu início a um extenso calendário de luta contra a Reforma da Previdência e outras medidas que prejudicam o funcionalismo público.

Entre as ações desse calendário, estão atos nos aeroportos que ocorrem nesta segunda e terça-feira (6) nos estados e em Brasília.

Um ato e uma audiência no CDH (Comissão de Direitos Humanos) na terça-feira, às 9h, também compõem as atividades.

Durante dez dias, de 6 a 16 de fevereiro, ocorrerão assembleias de base nos estados para construção do dia 19 de fevereiro.

Todas essas ações são para fortalecer o Dia Nacional de Luta dos Servidores Públicos Federais, que está marcado para acontecer dia 19, data prevista para ir a voto a reforma.

Nesse dia estão previstas greves, paralisações e mobilizações nos Estados. A data também marca o lançamento da Campanha Salarial dos servidores em Brasília.

O calendário se estenderá para março com ato em defesa do sistema único de saúde e hospitais públicos no dia 2 de março, e se incorporará as atividades internacionais e nacionais da luta das mulheres, no dia 8 de março.

“Vamos para o enfrentamento, fazendo o trabalho para enterrar de vez a Reforma da Previdência”, frisou Saulo, membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

Organização

As ações de preparação para a resistência contra a reforma foram definidas na reunião ampliada do Fonasefe (Fórum Nacional das Entidades de Servidores Públicos Federais) e Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) realizada neste final de semana.

A reunião contou com debate sobre a conjuntura e teve a presença de representantes das Centrais Sindicais, entre as quais a CSP-Conlutas, CUT, CTB e uma saudação da Intersindical.

Falando pela  CSP-Conlutas, Saulo iniciou sua intervenção ressaltando que a crise do capitalismo tem levado, nos últimos anos, a burguesia a desferir ataques aos direitos dos trabalhadores, com o objetivo de manter e aumentar seus lucros. Saulo lembrou que diversos ataques foram iniciados em governos anteriores, como a Reforma da Previdência de 2003, no governo de Luís Inácio Lula da Silva, ou as Medidas Provisórias (MP) 664 e 665, durante o governo de Dilma Rousseff.

“Temer entrou no poder com a tarefa de aprofundar os ataques contra os direitos dos trabalhadores”, ressaltou, lembrando que a CSP-Conlutas defende a construção de uma Greve Geral para barrar os ataques. O dirigente sindical classificou a Emenda Constitucional (EC) 95, do Teto de Gastos, como um grande projeto de ajuste fiscal. Lembrou o grande enfrentamento empreendido pela classe trabalhadora em 2017, com a construção da Greve de Mulheres em 8 de março, da Greve Geral de 28 de abril e do Ocupe Brasília em 24 de maio.

Em seguida, criticou o recuo das maiores centrais sindicais na construção das greves de 30 de junho e de 5 de dezembro, que poderiam ter sepultado a Reforma da Previdência. Encerrou afirmando que é necessário manter a mobilização para impedir a aprovação da Reforma, e para revogar a EC 95 e a Reforma Trabalhista.

Na parte da tarde, a reunião contou com um painel em que foram debatidos vários temas, entre os quais Reforma da Previdência, Trabalhista, Emenda Constitucional 95, Medida Provisória 805, propostas que retiram direitos da categoria.

Houve ainda uma palestra sobre a Autoria da Dívida e dados sobre arrecadação.

O domingo foi destinado aos grupos de trabalho e foi aprovado o calendário de mobilização com incorporação do dia 19, com paralisações em greves, a necessidade de chamar as centrais para construção da greve geral.

Fonte: CSP-Conlutas, com informações do Andes-SN

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