Artigo: As greves e a luta contra a Reforma da Previdência. Por Gibran Jordão

Qua, 13 de Dezembro de 2017 10:12 CarolPombo
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Nesse dia 10 de novembro faz um mês que a Fasubra está em greve, no centro da pauta está a luta em defesa da Carreira dos Técnicos das Universidades Federais. Na pauta geral do funcionalismo também está a luta contra a Reforma da Previdência.

Infelizmente, somente a Fasubra encontrou condições para fazer uma greve contra os ataques do governo ao funcionalismo, por muito menos fizemos grandes greves unitárias do funcionalismo num passado recente. Esse fato expressa um momento onde os trabalhadores não estão em rebelião de base generalizada e precisa muito contar com a unidade no movimento mais geral, trata-se de um momento que o papel das centrais é decisivo para dar confiança, coesão e segurança aos trabalhadores de irem à luta!

Por todo país os comandos locais de greve da Fasubra planejaram e fizeram manifestações nas universidades, debates com a comunidade, manifestações em conjunto com outras entidades do funcionalismo, protestos contra os deputados nos aeroportos, audiências publicas no senado e na câmara, centenas de assembleias e reuniões nos locais de trabalho mobilizando milhares de trabalhadores. Em Brasília foi um sucesso a caravana dos dias 27 e 28, como também a manifestação do “sopão” na casa do presidente da Câmara Rodrigo Maia gerou repercussão nacional. A greve da Fasubra é um exemplo para todos nós e temos que cercá-la nesse momento de solidariedade.

O fato da maioria das entidades do funcionalismo não estarem em greve não significa também que não há iniciativas e mobilização impulsionada por varias entidades, pelo Fonasefe e Fonacate que tem contribuído para a disputa da opinião publica e tensionado o Congresso Nacional.

Não é difícil compreender que para derrotar a Reforma da Previdência é preciso um movimento que mobilize milhões nas ruas, ganhe a opinião publica e faça um grande dia de paralisação nacional com manifestações em todo país e até mesmo uma greve geral. Infelizmente não houve acordo na reunião das centrais sindicais em já marcar uma data para a greve nacional, o governo está lutando com muito empenho para aprovar a reforma da previdência,  é preciso que o movimento sindical responda a altura. Se há acordo nisso, as grandes centrais erraram em suspender a greve do dia 05 e erraram mais uma vez em não marcar para o dia 18 ou 19 de dezembro. Excluo aqui a CSP-Conlutas, CTB e Intersindical das criticas, porque essas centrais foram contra a suspensão da greve e se posicionaram a favor de marcar uma data. Toda solidariedade também com os sindicatos e dirigentes de base da CUT e da Força Sindical que também querem construir desde já um dia de greve geral e não concordam com a cúpula dessas centrais.

O governo Temer está com dificuldades concretas de convencer sua base aliada e não conseguiu ainda alcançar os 308 votos para aprovar a reforma da previdência. Uma greve nacional convocada por todas as centrais em frente única contra a reforma da previdência seria uma pá de cal nos planos de Temer e do capital.

O significado da não aprovação da Reforma da Previdência esse ano fortalece a autoestima dos trabalhadores e a compreensão que é preciso lutar e é possível vencer, as centrais majoritárias erram também em não aproveitar essa oportunidade para dar protagonismo aos trabalhadores e as ideias anticapitalistas, em tempos de MBL, Bolsonaro e outras expressões semi fascistas ganhando terreno social.

No dia 14 o governo está anunciando que vai começar as discussões no congresso nacional sobre a reforma da previdência para votar por volta do dia 18. As centrais sindicais tem uma reunião em São Paulo também no dia 14 e vão decidir se marcam ou não um dia de greve geral. É possível derrotar Temer e a reforma da previdência esse ano, e tudo vai depender do papel que as direções majoritárias do movimento irão cumprir, sendo categórico, o que a direção da CUT e da Força Sindical vão fazer?

Por fim, presto aqui minha solidariedade e seria adequado que todas as entidades sindicais pudessem também enviar mensagens de solidariedade a greve de fome que ativistas dos movimentos sociais estão fazendo em Brasília no congresso nacional contra a Reforma da Previdência.

Gibran Jordão, Coordenador Geral da Fasubra e membro da Secretaria Executiva  Nacional da CSP-Conlutas

Fonte: CSP-Conlutas

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