Greve Geral é urgente: governo Temer corre para fechar apoio para aprovação da Reforma da Previdência

Qui, 07 de Dezembro de 2017 13:54 CarolPombo
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Esta quarta-feira (6) é mais um dia decisivo para Temer em busca dos votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência. Hoje, líderes devem se reunir para um novo balanço sobre as intenções de voto dos deputados. Segundo cálculo atual do governo, faltam 56 votos para o mínimo de 308 que garantem a aprovação.

A Greve Geral, que estava programada para a última terça-feira (5), teria sido a mais importante estratégia para barrar este ataque de Temer. Por isso, a CSP-Conlutas expressou total discordância com a decisão da cúpula das demais Centrais Sindicais de cancelarem o dia de paralisação.

“Contudo, apesar deste recuo, ontem tivemos um grande dia de luta, com mobilizações e paralisações em vários estados do país. Isso só demonstrou a possibilidade que tínhamos de realizar uma grande Greve Geral”, avaliou o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da Central, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

A disposição e a indignação dos trabalhadores se expressa também em números de uma nova pesquisa Datafolha, realizada no fim de novembro, que revela que a rejeição ao trabalho do Congresso Nacional é a maior da história recente do país: 60% dos brasileiros consideram ruim ou péssimo o desempenho dos deputados federais e senadores.

É preciso marcar a Greve Geral

Segundo levantamento feito pela grande imprensa, apesar das articulações do governo, siglas aliadas como PSD, PP, PR, DEM e PRB ainda manifestam reticência em votar a reforma. Ciente dessa situação, é que o governo segue em forte campanha, não só com o habitual distribuição de verbas e cargos, mas também com retaliações, estabelecendo punições e até expulsões aos parlamentares que não “fecharem a questão” a favor da reforma. É assim que apesar do adiamento da votação, Temer não se mostra pessimista com os resultados de sua campanha.

“É necessário preparar a Greve Geral para o caso de o governo insistir nisso. Precisamos pressionar os deputados, mas principalmente, ter iniciativas de organizar pela base desde já os trabalhadores, a partir de iniciativas de setores combativos, como os metroviários de São Paulo, que convocaram uma reunião nesta quinta para organizar a luta e preparar a paralisação nacional para a próxima semana, caso a votação ocorra”, destaca Mancha.

A CSP-Conlutas não recuou no chamado para o dia 5 de dezembro, e as entidades filiadas mantiveram o caráter de mobilização com greves, paralisações e mobilizações contra a Reforma da Previdência. Principalmente no Sergipe e no Maranhão, os trabalhadores se rebelaram contra as Centrais Sindicais e realizaram um importante dia de luta.

“Não podemos esperar pelas ações das cúpulas das Centrais. Precisamos nos antecipar, desde a base com os sindicatos dispostos a assumir esta luta. Não podemos esperar nada daquele Congresso corrupto que já está sendo comprado por Temer”, concluiu Mancha.

Em nota do dirigente da SEN, Atnágoras Lopes, além do repúdio ao encontro ocorrido entre Centrais e governo Temer, é salientada a importância de seguir pressionando as Centrais para que a Greve seja de fato construída, uma vez que a reforma só será barrada nas ruas e com paralisação nacional.

A CSP-Conlutas estará presente na reunião no Sindicato dos Metroviários e também confirmou presença em reunião convocada pela CTB, na sede da CUT, na sexta-feira (8).

Fonte: CSP-Conlutas

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