Passado o dia de 30 de junho, segue a tarefa: “Ou param as reformas ou paramos o Brasil de novo!”

Ter, 11 de Julho de 2017 10:47 CarolPombo
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Em inúmeras cidades brasileiras ocorreram manifestações e greves desde as primeiras horas da madrugada da sexta-feira, 30 de junho. Piquetes, bloqueios de estradas, assembleias e atos públicos se espalharam por diversas regiões do país em protesto contra as reformas Trabalhista, Previdenciária e a lei da terceirização. A palavra de ordem “Fora Temer!”, mais uma vez, pode ser ouvida aos “quatro cantos”. O dia de greve só não foi maior porque a cúpula dirigente de algumas centrais sindicais, literalmente, a boicotaram.

Para nós, da CSP-Conlutas, essas greves e protestos mostraram que os trabalhadores brasileiros seguem com disposição e podem derrotar as reformas e botar pra fora Temer e todos os corruptos do Congresso Nacional. Insistimos em denunciar que esse dia 30, inclusive, poderia ter sido muito maior se não fosse o papel de alguns dirigentes de outras centrais sindicais que, além de não mobilizarem com antecedência suas bases, na última hora ainda fizeram questão de anunciar que “não se tratava de uma Greve Geral”, ou seja, trataram de tentar desmontar a greve.

Nosso povo tem lutado muito contra os governos, empresários, banqueiros, latifundiários e no rechaço às medidas de ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, aos cortes nos investimentos nas áreas sociais e em defesa do emprego. Os trabalhadores, trabalhadoras e o povo pobre em geral têm se mostrado à frente das direções tradicionais do movimento e das organizações de massas em suas ações.

É um escândalo que, no momento em que avançam as denúncias de corrupção e a tramitação de contrarreformas, como a trabalhista, tenhamos assistido a uma postura de desmonte da Greve Geral por parte da cúpula dirigente de centrais como a Força Sindical, UGT e mesmo da CUT.

Será nas greves, nas ruas e nas mobilizações unitárias de nossa classe que poderemos derrubar esse governo, por fim as suas reformas e construir uma alternativa de governo da nossa classe e para a nossa classe. Esse é o caminho!

Desse último dia 30 precisamos tirar muitas lições e uma delas é que não podemos tolerar negociatas com esse governo e esse Congresso corruptos.

Direitos históricos de nossa classe estão ameaçados e o desemprego aflige mais de 20 milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Enquanto isso, eles continuam remetendo metade do orçamento do país para o pagamento de juros e serviço da Dívida Pública aos banqueiros.

A tarefa que se impõe é de nossa ação direta, portanto, é a de um chamado unitário para uma nova Greve Geral!

Também é preciso que na construção de nossa luta não venham a dar espaço para manobras que visem desviar os rumos de nossas ações para “acordos de gabinete”, onde, para preservar aparatos, direitos dos(as) trabalhadores(as) são negociados. Precisamos manter firme a construção de uma alternativa da classe trabalhadora, não aceitando repetir os erros da direção do PT e da conciliação de classes.

A situação política e o ascenso que temos vivido nos trouxeram até o levante da maior Greve Geral que nosso país já vivenciou nas últimas décadas, no último dia 28 de abril. Foi com o acúmulo da paralisação nacional metalúrgica do ano passado, da força internacional do último 8 de março, de nossas ações nos dias 15 e 31 de março e do “Ocupa Brasília”, que convocamos a Greve Geral do último dia 30. Apesar de alguns dirigentes que boicotaram a mobilização tivemos um grande dia nacional de lutas, com manifestações e greves.

É pela necessidade objetiva de nossa classe e a demonstração de sua disposição de lutar que não podemos vacilar. Temos de seguir a unidade e o enfrentamento para derrotar, de vez, as reformas e por esse governo abaixo.

Vamos seguir a discussão e a mobilização de nossas bases e a unidade com todos os segmentos do movimento de massas. Vamos seguir organizando assembleias por local de trabalho e estimulando os comitês populares contra as reformas e em defesa da Greve Geral.

“Ou param as reformas ou paramos o Brasil de novo!”. Essa é a tarefa que segue colocada. Dirigentes de organizações do movimento que adotarem postura diferente dessa e levarem a um verdadeiro conluio com o governo e o empresariado, na prática, traem a nossa classe.

É preciso manter a unidade das centrais sindicais e movimentos e, consequentemente, seguir mobilizando os trabalhadores e o povo pobre até que arranquemos definitivamente a nossa vitória!

Secretaria Executiva Nacional CSP-Conlutas

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